10 nov

crianças x comida

Falando de: mães

Esse assunto gera muita discussão, e até situações engraçadas. Quem nunca presenciou a cena: um picorucho correndo e sua mãe correndo atrás com uma colher de comida? ou uma criança emburrada na mesa, porque não quer comer. Já vi mães que dizem “meu filho come de tudo”, sim eles comem de tudo, tudo que não presta. Vejo que a maioria das crianças comem mal, minhas amigas mães ficam admiradas de ver o Samuel comendo frutas, verduras, legumes, arroz e feijão. A minha intenção com esse post, é dividir com outras mães, um pouco do que aprendi conversando com  outras mães, e também profissionais que entendem do assunto, lendo a respeito e colocando em prática no dia a dia. Claro que não existe formula mágica, mas comer bem, de forma saudável é uma questão de hábito. Quando casei, nós não montávamos uma mesa para as refeições, só quando recebíamos visitas. Mas antes mesmo da chegada do nosso filho já lia a respeito, e vi que era importante estabelecer um horário para as refeições e fazer desse momento algo agradável.   Hoje meu filho come bem, se deixar ele escolher o almoço, sei que vai preferir um prato com arroz, feijão, legumes e saladas a um hambúrguer acompanhado de batata frita.  E topa provar de tudo, quando vai a restaurantes novos. Fiz dessas atitudes uma rotina, que seguíamos de forma natural:
– Quando bebê eu colocava ele no carrinho, na hora que eu ia comer.
– Eu nunca coloquei nada do que eu estava comendo na boca dele, aquela coisa de sujar o dedo no sorvete e dar pra criança lamber. Eu achava ele tão puro, imagina só mamava no peito ou ainda nem tinha provado açúcar e já ia conhecer essas guloseimas. Por isso ele não ligava a minima para o que eu estava comendo, acredito que se você acostumar dando um pedacinho do que está comendo, ele sempre vai esperar por aquele pedacinho. E cada alimento tem a hora certa deles conhecerem.
– Se os bebês não tem um paladar formado, porque devemos adoçar as mamadeiras? Nunca coloquei nenhum tipo de açúcar nas suas mamadeiras, nem nos sucos. E ele aceitava, porque ele não conhecia de outra forma. Deixa o açúcar para mais tarde. Hoje ele toma iogurte natural sem adoçar com nada, puro e sucos também.
– Quando comecei a dar frutas para ele, tinha horário certo para cada refeição. Colocava ele no cadeirão, no mesmo ambiente que a família comia. E aquele momento era sagrado, só levantava dali quando tinha terminado de dar toda a fruta. Não colocava videos, desenhos, hora de comer é hora de comer.
– Diversificava as frutas, para ele conhecer sabores diferentes. Nessa época carregava fruta na sua mala para ele comer onde estivesse, e no horário de sempre. Criava um ambiente, colocava ele sentadinho, colocava o babador, e dizia que era a hora do papá. Depois vieram as papinhas, fazia sem sal e sem condimentos, usava salsinha, cebola e nessa época carregava papinhas caseiras congeladas para onde eu ia. Por estar congelada e armazenada em mochila térmica ajuda a conservar por algumas horas. Essa fase é importante para criança, porque ela vai conhecer os alimentos, vai comer o que você der, e se você apresentar para ela alimentos industrializados, que sabemos que tem muito sal ou muito açúcar, é até injusto com sua papinha de legumes, por que os industrializados são saborosos, e depois de prova los, vai ser mais difícil ele aceitar algo mais natural. É a mesma coisa se você está acostumada a comer com bastante sal, quando come algo com menos sal, acha sem gosto. E com açúcar é a mesma coisa, quem gosta de tudo doce, quando não está adoçado acha sem sabor.
– Falava na linguagem dele, pra que servia os alimentos: a laranja vai te ajudar a não ficar gripado, a cenoura faz enxergar melhor, espinafre vai te deixar mais forte.
– Montar uma mesa, ter horário para cada refeição, sentar todos a mesa. Sempre deixamos claro aqui em casa, só levantar da mesa quando terminar de comer. Não permita aquelas pausas para brincar, volta e come um pouquinho, corre e volta novamente, dessa maneira a criança não aprende a se comportar na mesa. Outra atitude que faz toda diferença, eu sempre coloquei um prato na mesa para o meu filho, em churrascos, festas, restaurantes, faço um prato pra ele e outro para mim, sentamos e comemos. Você esta ensinando a criança a comer. Eu nunca corri atrás do meu filho com um garfo, com uma mamadeira… acho feio.
– Ensino ele a importância de comer bem. Quando vamos a festas em buffet, em horário de almoço, eu falo para ele primeiro você precisa se alimentar, para ter energia para brincar. Hoje nem preciso mais repetir isso, ela chega se alimenta e só depois vai brincar.
– Tem uma fase que todo lugar que você vai com seu filho, tem sempre alguém para dar um pirulito, o moço do caixa da padaria, o pediatra , o cabeleireiro, e entregam na mãozinha dele. Sabe o que eu fazia?! Eu criei um porta doces, e nós levávamos todos que ganhávamos para casa e colocava nesse pote, e doava para outras crianças, as vezes falava para ele escolher um do pote. Também falo para ele, que doces tem a hora certa, e não pode comer sempre que vê ou ganha.
– Quando ele diz que não quer comer, ele sabe que ou senta e come ou vai passar fome até a próxima refeição.
“Come que a mamãe fica contente”, aprendi a nunca usar desse artifício, nem faço chantagens, deixo claro pra ele que o alimento faz bem para ele e que o corpo precisa para funcionar,  e não porque eu vou ficar feliz.
– Teve a fase do “não gosto mais de feijão”, mas não deixei de colocar feijão no prato dele. Sou contra mentir para a criança, dizer que o feijão não é feijão,rs, esconder ele no prato. Falo: “filho a mamãe colocou tão pouco, que você vai conseguir comer. Você pode não gostar, mas seu corpo precisa dele.
– Quando não vai com a cara do alimento, eu provo e falo que ele esta perdendo de não querer provar, insisto, ele prova. Eu ensinei que é preciso provar umas três vezes para ter certeza que não gosta, e na terceira colherada que você vai sentir melhor o gosto. E tem dado certo.
– Comeu tantas papinhas, sopinhas, depois  passou para os sólidos. Quando voltei a fazer sopa, ele dizia que não gostava, mas não fazia um jantar diferente para ele, sempre comia o que todos estavam comendo. Fazia carinhas na sua sopa, inventava desenhos com os alimentos, e com isso ele comia o prato todo. Para não ser um sacrifício e não pegar bronca do alimento também não enchia o prato com algo que gostava pouco.
– Deixo ele me ajudar na cozinhar, preparamos juntos algumas receitinhas. Ele vê o processo, fica encantado e diz orgulhoso pro pai dele, que foi ele quem fez. Fica ansioso pra provar.
– Não existe alimentos proibidos, para não criar aquela curiosidade e interesse em provar. O que não quero que ele coma, não compro. Não compro refrigerante, bolacha recheada, salgadinhos.
– Deixo ele a vontade nas festinhas dos amigos, já expliquei pra ele que se comer doces demais, vai ter dor de barriga. Já exagerou e teve dor de barriga, rs. Aprendeu.
– café da manhã deixo ele a vontade: ele escolhe o que quiser da mesa. Ele ama pão integral com Nutella e por deixar ele a vontade, ele nem come todo dia.
– Por não fazer parte da rotina alimentar dele, quando quer comer um doce, ou guloseimas come sem neuras.
– ele come a cada três horas. Até hoje levo de casa alguma fruta, ou frutas secas para garantir caso não dê para comer onde estivermos.
– Coloco a quantidade que ele vá comer. Não repete e não deixa restos no prato. Claro que quando faço um bolo de chocolate, e sei que ele vai querer dois pedaços, eu corto pequeno. Ele come dois pedaços que vale por um. O mesmo faço com pizza.
– Mesmo comendo de tudo é natural que ele tenha suas preferências, mas não é porque ele ama manga que só vou dar isso para ele. Sempre alterno na hora de comprar as frutas, os legumes, as folhas também, não levo sempre as mesmas.
Ele vai aprender desde cedo a escolher melhor o que comer e o que deve consumir com moderação. Ela precisa pensar nas escolhas, o meu filho mesmo longe de mim, ele não bebe refrigerante, já é dele isso. Mesmo quando não estou presente, nas festinhas da escola, ele me conta que comeu dois brigadeiros, duas coxinhas, sim ele come isso. E sabe a quantidade que pode comer. Não controlo por que eu já expliquei para ele.
Tem estudo que revelam que o desenvolvimento das células do tecido adiposo ( as células de gorduras) na infância são determinantes para o peso na idade adulta. E nós não nascemos com uma quantidade delas definida.
A obesidade infantil é um problema sério. E nós como responsáveis, devemos nos preocupar por uma questão de saúde. Ter consciência dos problemas que uma alimentação errada pode trazer: colesterol, diabetes, anemias e muitos outros.
Comer bem dá trabalho, demanda tempo e disposição. Mas criar filhos é isso, dedicar um tempo, fazer alguma das refeições juntos, e não adianta você querer que ele coma alface se você e ninguém da casa come.  Sempre que posso faço receitas novas, levo meu filho pra feira, ele participa da escolha das frutas que vai levar na lancheira, acho que tudo isso faz parte do processo.
A relação que ele tem com a comida, momentos nossos, de sentar todos a mesa e desfrutar.
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Aqui algumas receitinhas que já fiz com meu filho ou maneiras diferentes de servir as frutas.

1- Sorvetinho saudável de banana com cobertura de mel(a receita aqui), 2- Cupcake de cenoura, 3- ele com a mão na massa 4- pães de queijo que ele fez, 5- bolinhas de manga, 6- guarda- chuva de maçã, 7- carinha de cupcake de cenoura cobertura de chocolate(fizemos juntos), 8- flor de laranja, 9- coqueiro banana e mexerica, 10- sopa feliz (olhos de cenoura crua, boca tomate), 11- tapioca com declaração de amor, feita com queijo, 11- bolinhas de mamão feitas com boleador.  Beijos, até o próximo post.

 

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14 mar

crianças e animais

Falando de: Dicas

Tem coisa mais linda que observar seu filho e o seu cachorro brincando? Essa semana ouvi no rádio um psiquiatra falando que a relação que as crianças tem com os bichos pode revelar psicopatias. E que é bom os pais observarem o comportamento da criança com o animal. Sabemos que as crianças são desajeitadas com suas demonstrações de afeto, abraços apertados e beijos babados fazem parte. O meu filho as vezes exagera nos carinhos e o Cappuccino foge. Fico atenta aos dois sempre. Desde pequeno vou conversando com ele e mostrando os carinhos que ele gosta. E explico que ele é frágil e digo que é nosso bebê, precisamos cuidar dele. E que ele sente as mesmas coisas que nós: dor, medo, fome, sede…e tem vontade própria, não é um brinquedo, quando quer ficar na cama dele, deixa lo lá no cantinho quieto. O psiquiatra falou que percebemos a índole da criança entre cinco e sete anos. E a partir dessa idade se maltrata os animais e não se comove com o sofrimento que causou a ele é um sério indício de alguma psicopatia. E foi citado um estudo ( pelo mesmo psiquiatra) que os assassinos a maioria deles torturavam e maltratavam animais quando criança. Acho importante desde ensinar meu filho a cuidar dos animais e vejo que a relação dele com o Cappuccino faz muito bem. Por ele nós pegaríamos todos os cães e gatos de rua para trazermos para casa, quando lembro ele que precisa passear todos os dias, pagar vacinas e ração, cuidar ai ele entende.

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